São Vicente de Paulo,
Confessor + Paris, 1660
Foi o fundador da Congregação
da Missão e, juntamente com Santa Luísa de Marillac, das
Irmãs da Caridade. Sua vida é tão movimentada e cheia
de aventuras que faz lembrar uma obra de ficção. Nasceu de
uma família muito pobre em Landes, França; quando menino
guardou porcos, e só pôde completar seus estudos porque auxiliado
por um advogado caridoso, cujos filhos ajudou a educar ao mesmo tempo em
que ele próprio estudava. Ordenado sacerdote aos 19 anos, passou
a dar aulas particulares para se manter. Durante uma viagem marítima,
caiu prisioneiro de piratas maometanos e foi conduzido à África,
como escravo. Foi comprado por um médico árabe que lhe ensinou
os segredos da medicina, e em troca São Vicente o converteu à
Fé católica. Conseguindo retornar à França,
empenhou-se na prática da caridade cristã, tanto espiritual
quanto corporal, chegando a ter grande penetração na Corte.
Foi capelão e conselheiro da rainha Margarida de Valois e prestou
assistência ao rei Luís XIII moribundo. Fez parte do Conselho
da Regência, durante a menoridade de Luís XIV, e exerceu grande
influência sobre a rainha Ana d'Áustria. Fortunas espantosas,
provenientes de coletas entre a alta nobreza, passavam por suas mãos
e eram por ele distribuídas aos necessitados de toda a França,
sem em nada alterar sua pobreza e simplicidade. Aos próprios parentes,
pobres e necessitados, nunca quis favorecer, confiando-os à Divina
Providência. Recebeu um benefício eclesiástico muito
rendoso, que lhe assegurava uma vida sem preocupações econômicas,
mas renunciou a ele, por achar que não era conveniente para sua
santificação. Aproveitou a enorme influência política
que desfrutava para conseguir a nomeação de Bispos virtuosos,
dispostos a promover na França uma salutar reforma religiosa e a
combater os erros do jansenismo. Incentivou a idéia de uma expedição
armada contra a Inglaterra protestante que proibia, sob pena de morte,
a atuação dos católicos em seu reino. Morreu em 1660,
cercado da consideração geral, e foi canonizado em 1737.
(Fonte: A. de França Andrade)