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BRASÃO DO MUNICÍPIO DE APARECIDA

   De acordo com a Lei Municipal n° 1.444-A, de 28 de Dezembro de 1970.Artigo 19 - A revisão do Brasão de Aparecida esteve a cargo do heraldista Prof. Arcinós Antonio Peixoto de Faria, conservando-se a concepção original do autor Dr. Enzo Silveira, e descrito nos seguintes termos heráldicos: "escudo sanítico encimado pela coroa mural de oito torres, de argente, em campo de argente, posta em abismo a efígie de Nossa Senhora Aparecida de sable, paramentada com um manto de blan e bordado de jaldes coroa de rainha do mesmo metal. Terrado de sinapla carregado de uma faixa de argente, tendo ao centro uma elevação, nascente da qual um coqueiro. Como suportes, à destra e sinistra do escudo, hastes de arroz ao natural, entrecruzadas em ponta, sobre as quais se sobrepões um listel de goles, contendo em letras argentinas o topônimo 'Aparecida' e a frase 'Capital Mariana do Brasil' ladeada pelos milésimos 1717 e 1928". 

   §1º - O Brasão de Armas descrito neste artigo, tem a seguinte interpretação heráldica:

   a) O escudo samnítico, usado para representar o Brasão de Armas de Aparecida foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência francesa, herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora da nossa nacionalidade.

   b) A coroa mural que o sobrepões é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de argente (prata) de oito torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva no desenho, classifica a cidade representada na segunda grandeza, ou seja, sede da comarca.

   c) O metal argente (prata) do campo do escudo é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade.

   d) A efígie de Nossa Senhora da Aparecida, posta em abismo (centro ou coroação do escudo) que se constitui na peça parlante do brasão é representada tal qual é vista no altar, com a madeira esculpida enegrecida pela ação das águas do Rio Paraíba, onde a imagem foi encontrada, adornada pelo manto de bláu (azul) bordado de jalde (ouro), com a coroa de rainha.

   e) O terreno de sinopla (verde) cortado pela faixa ondada de argente (prata), lembra no brasão as férteis terras do vale do Paraíba e o lendário Rio que lhe empresta o nome, tendo ao centro uma elevação simbolizando o Morro do Coqueiro, local escolhido para construção da primeira capela em louvor da Santa encontrada.

   f) A cor sinopla (verde) é o símbolo heráldico de honra, civilidade, cortesia, abundância, alegria. É a cor simbólica da esperança e a esperança é verde porque alude aos campos verdes jantes na primavera, fazendo esperar copiosa colheita; o blau (azul) representa a justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade, o sable (preto) a prudência, sabedoria, moderação.

   g) Nos ornamentos exteriores, as hastes de arroz ao natural, lembram o principal produto agrícola da região, de grande expressão econômica para o Município, embora as atividades principais dos municípios estejam voltadas ao Turismo, em função da afluência de peregrinos que, de todos os rincões da Pátria Brasileira 

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